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Decisão da Assembleia do MFA

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Decisão da Assembleia do MFA - 8 de Julho de 1975 - "Documento-Guia da Aliança Povo-MFA"   A Assembleia do MFA aprovou o Documento-Guia da Aliança Povo-MFA. O que provocou protestos veementes por parte do PS, PPD e CDS uma vez que a iniciatiova e o texto publicado incidiam sobre matéria constitucional reservada pelo Programa do MFA e pelo Pacto MFA/Partidos à Assembleia Constituinte. Ou seja, a aliança Povo-MFA corresponderia, assim, à violação do pacto MFA/Partidos. Do PCP e restantes partidos de esquerda não houve pronunciamento sobre este aspecto da decisão do MFA de 8 de Julho de 1975. ALIANÇA POVO - MFA (DECISÃO DA ASSEMBLEIA DO MFA -8/7/75) 1. INTRODUÇÃO A aliança Povo-MFA tem sido uma realidade constante do processo revolucionário até ao momento presente. A acção libertadora do 25 de Abril, continuada por todo um conjunto de atitudes do MFA e dos partidos políticos progressistas e pelas medidas de carácter político e económico postas em prática, tem permitido mante...

Anatoli Nikanórov - Moçambique. Páginas de Um Diário

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No regime soviético os textos panfletários escritos por "jornalistas" ao serviço da propaganda soviética eram quase uma "tradição". Essa tradição foi iniciada durante a revolução bolchevique de Outubro/Novembro de 1917. Essa forma de propaganda foi aplicada também nas situações de guerras coloniais e movimentos pela autodeterminação em diferentes regiões. Existiam também os agentes noticiosos dos regimes coloniais. Por regra mais formais e mais distantes do sentimento popular o que lhes retirava eficácia. A guerra de ideias pelos corações e mentes das populações era claramente mais profissional e evoluída do lado dos movimentos idependentistas. O PDF que pode ser consultado na ligação abaixo foi criado com a mesma óptica de um "jornalista simpatizante" que descreve e comenta sob forma de um diário acontecimentos de interesse para os "revolucionários de todo o mundo". Neste caso, o "jornalista" Anatoli Nikanórov guiado pelos seus anfitr...

O Que Perturba Os Homens

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1º de Maio de 2012 O que perturba os homens não são as coisas, e sim as opiniões que eles têm das coisas. A frase é de Epictetus e vem a propósito de uma opinião que foi lançada neste 1º de Maio de 2012. Na década de noventa do século passado, Tomás Borge em conversa com Castro, afirmava que em Cuba existia uma permanente ressurreição da estética e de boa literatura. Ressurreição foi uma palavra estranha na boca de quem a proferiu mas reconhecemos que têm existido muitos homens e mulheres, não-ressuscitados, que se têm destacado nas massas trabalhadoras com contributos intelectuais, sociais e políticos relevantes. Também foram alguns os que o fizeram através da capacidade retórica e oratória precisamente para exprimirem opiniões que muitas vezes transcenderam a consciência individual ou nacional. O exemplo de opinião que mostramos hoje enquadra-se... em nenhuma destas categorias. Uma folha A5 distribuída na empresa onde trabalho: 2012/05/03 at 11:32 pm

Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, Jornal 'Público' 21-06-2010

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida. Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquir...

Tratado de Tordesilhas

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7 de Junho de 1494 Minuta do Tratado Digitalizada (Biblioteca Nacional de Portugal) Tratado de Tordesilhas : fac-simile do Ms. Gavetas 17, Maço 4, n.º 17 do Arquivo Nacional da Torre do Tombo / [coord.] Comissão Nacional para os Descobrimentos Portugueses. - Lisboa : Inapa, 1991. D. Fernando e D. Isabel, por graça de Deus, rei e rainha de Castela, de Leão, de Aragão, da Sicília, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jaém, de Algarve, de Algeciras, de Gilbraltar, das ilhas da Canária, conde e condessa de Barcelona, senhores de Biscaia e de Molina, duques de Atenas e de Neopatria, condes de Roussilhão e da Sardenha, marqueses de Oristán e de Gociano juntamente com o príncipe D. João, nosso mui caro e mui amado filho primogénito herdeiro dos nossos ditos reinos e senhorios. Em fé do qual, por D. Henrique Henriques, nosso mordomo-mor, e D. Gutierre de Cárdenas, comissário-mor de Leão, o nosso co...

Carta de Pina Manique ao Duque do Cadaval – 22/10/1795

Todos conhecemos Diogo Inácio de Pina Manique como uma espécie de super-polícia da sua época, apesar de possuir um currículo bem mais impressionante e extenso do que isso. A sua carreira, apesar de sempre enquadrada na Administração Pública e ao serviço da coroa, não o impediu de ser um profissional pragmático e ciente de que tinha investida uma missão de servir os interesses do povo e da nação portugueses não cedendo aos interesses particulares nem corporativos. Em determinada altura o Duque do Cadaval ter-se-ía dirigido a Pina Manique de uma forma excessivamente familiar, puxando dos galões de ser um procurador do reino com muitos anos de experiência. O que hoje sabemos é que Manique não gostou mesmo nada. Sentindo-se desrespeitado escreveu a seguinte carta ao Duque. Assinou "Pina Manique, Corregedor de Santarém", uma assinatura no mínimo irónica pois, por essa altura, ele era já muito mais que "apenas" o corregedor de Santarém, possuindo amplos poderes na admini...